Nesse domingo visitamos a incrível Serra dos Orgãos com o intuito de escalar o Dedo de Deus pela via Diedro Salomith.
Saímos tarde e começamos a via num ritmo bem devagar, já que éramos duas duplas mistas. Apesar de levar o croqui acabei não utilizando, pois meu amigo Guilherme "Grilo" já havia feito a via há alguns anos atrás.
Fizemos uma escalada em ritmo cruzeiro (entende-se passeio) e nos divertimos bastante, aproveitando um belo dia de sol e temperatura amena.
Destaque para Mariana Kujawski (Mari) que guiou a primeira enfiada esbanjando categoria e Adriana Moura que escalou rápido e precisa.
Chegamos ao cume um pouco atrasados de acordo com o planejado e inevitavelmente descemos a noite - diga-se de passagem estava alucinante com a lua praticamente cheia
Depois de verificar o croqui da via vimos que não fizemos o trajeto correto. Na p4 fugimos para o lindo diedro da via "Gilda Borges" e na p8 pegamos o final da via "Leste" para agilizar e aproveitar o máximo de luz para começar o rapel.
Por Bernardo Biê
Fotos: Guilherme Grilo e Mariana Kujawski
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Alerta aos escaladores da Serra do Cipó

Aviso publicado no blog do Abrigo Cipó e que serve de alerta a todos os escaladores que pretendem escalar no setor do grupo 3 (G3).
"Atenção aos escaladores que pretendem escalar na Sala de Justiça !!! A via Inquilinos, 9a, está com um ninho de gavião na famosa "bruxa"... Vamos respeitar a reprodução dessa ave e deixar a via "de molho" até que o processo de reprodução se finalize. Lembramos que se for escalar as outras vias seria interessante não fazer muito barulho por lá!!!"
A natureza agradece !!!
Apoiamos o pedido e respeitamos a natureza, que nesse caso, é quem mais precisa de nosso respeito e ajuda.
Todos contam com a compreensão dos escaladores que pretendem visitar a região e têm a oportunidade de demonstrar a verdadeira consciência ecológica que tanto nos empenhamos (nós montanhistas) em disseminar.
Agradecemos também o trabalho de divulgação de fatos como esses!
Por Bernardo Biê
Fonte e foto: abrigocipo.blogspot.com
Apoiamos o pedido e respeitamos a natureza, que nesse caso, é quem mais precisa de nosso respeito e ajuda.
Todos contam com a compreensão dos escaladores que pretendem visitar a região e têm a oportunidade de demonstrar a verdadeira consciência ecológica que tanto nos empenhamos (nós montanhistas) em disseminar.
Agradecemos também o trabalho de divulgação de fatos como esses!
Por Bernardo Biê
Fonte e foto: abrigocipo.blogspot.com
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Diário de um escalador #1
Alguns curtos relatos sobre alguns dias de escaladas não registrados mecanicamente, mas devidamente impressos nas memórias de um escalador.
Nesse último fim de semana passamos mais uma vez na região do Parque Estadual dos Três Picos, mais conhecido como Salinas. Como a temporada desse ano têm sido propícia e satisfatória em relação as condições climáticas, aproveitamos para escalar ao máximo as grandes paredes da abençoada região serrana do Estado.
Chegamos na sexta a noite e já no sábado pela manhã escalamos a clássica via "Face Leste" no Pico Maior. Fomos em duas duplas - a maior parte da via em simultâneo - eu e Guilherme Moura, Daniel Fen e Hillo Santana. Em pouco menos de 3 horas alcançamos o cume e em mais 2 horas estávamos no chão. Um bom dia de escalada, clima perfeito e bastante gente escalando as montanhas.
No domingo levamos dois novos amigos para suas primeiras experiências nas montanhas, o primeiro contato com a pedra e a atmosfera da escalada. Escalamos a via "Sergio Jacob" no Capacete e os novos escaladores puderam sentir uma prévia do que os aguardam daqui pra frente. Enquanto isso, o trio formado pelos escaladores Hillo Santana, Daniel Fen e Guilherme Moura faziam a ascensão da via "Sólidas Ilusões", também no Capacete, descrevendo como uma das melhores escaladas que fizeram.
Retornamos para a cidade satisfeitos e com a certeza de que, pelo menos, a vontade de voltar deixarão nossas mentes conectadas com as montanhas tempo suficiente...até a próxima trip.
Por Bernardo Biê
Nesse último fim de semana passamos mais uma vez na região do Parque Estadual dos Três Picos, mais conhecido como Salinas. Como a temporada desse ano têm sido propícia e satisfatória em relação as condições climáticas, aproveitamos para escalar ao máximo as grandes paredes da abençoada região serrana do Estado.
Chegamos na sexta a noite e já no sábado pela manhã escalamos a clássica via "Face Leste" no Pico Maior. Fomos em duas duplas - a maior parte da via em simultâneo - eu e Guilherme Moura, Daniel Fen e Hillo Santana. Em pouco menos de 3 horas alcançamos o cume e em mais 2 horas estávamos no chão. Um bom dia de escalada, clima perfeito e bastante gente escalando as montanhas.
No domingo levamos dois novos amigos para suas primeiras experiências nas montanhas, o primeiro contato com a pedra e a atmosfera da escalada. Escalamos a via "Sergio Jacob" no Capacete e os novos escaladores puderam sentir uma prévia do que os aguardam daqui pra frente. Enquanto isso, o trio formado pelos escaladores Hillo Santana, Daniel Fen e Guilherme Moura faziam a ascensão da via "Sólidas Ilusões", também no Capacete, descrevendo como uma das melhores escaladas que fizeram.
Retornamos para a cidade satisfeitos e com a certeza de que, pelo menos, a vontade de voltar deixarão nossas mentes conectadas com as montanhas tempo suficiente...até a próxima trip.
Por Bernardo Biê
terça-feira, 27 de julho de 2010
Semana em Tres Picos - Salinas, RJ
Durante a última semana passamos internados na região do Parque Estadual dos Três Picos, mais conhecida como Salinas.
Foram 8 dias de escalada no melhor estilo "aventura" onde o preparo, planejamento e muita disposição fazem a diferença.
Pegamos uma carona com os escaladores Tiago Dias e Bruno Bretas chegando ao Refúgio das Águas na sexta (16/6) de noite. Devido a chuva e tempo ruim passamos a noite no conforto do Réfugio e logo na manhã seguinte eu e Lucas começamos a caminhada em direção ao Vale dos Deuses, onde depois de algumas horas caminhando com mochilas pesadas chegamos encharcados.
Nossos amigos decidiram sabiamente por nao subir, ja que vieram apenas para o fim de semana e a chuva não parecia terminar.
No domingo chegaram Cláudia Farias e Diogo - âmbos escaladores de São Bento do Sapucaí - para unir as forças e passar a semana escalando na região.
Passados os dois primeiros dias com chuva, finalmente o tempo abriu e as montanhas já apareciam para serem apreciadas. Em pouco tempo estava tudo seco e corremos para começar os trabalhos na via "CERJ". Localizada no Capacete, a via é uma das clássicas do local. Escalada variada, ideal para aclimatar com as escaladas nessa montanha.
No dia seguinte caminhamos um pouco mais para escalar no Pontão do Pico Maior, fizemos a linda via "Sol Celeste" numa cordada de 3 escaladores, eu, Lucas e Diogo. Já pensando na escalada do dia seguinte, passamos na base da via "Decadence Avec Elegance" para deixar alguns equipamentos, assim facilitaria a aproximação na manhã seguinte. Passamos e repassamos o croqui da via, além de pegar alguns betas com o Diogo.
Saimos as 4h do acampamento e as 6h estávamos devidamente prontos para a ascensão. Durante 7 horas passamos escalando a incrível linha de 17 enfiadas que percorrem os 700 metros de rocha íngrime do Pico Maior - um dia muito bom de escalada.
Para finalizar a descida foi rápida e tudo saiu como esperávamos, entorno de 1 hora rapelando estávamos caminhando para o tortuoso e revigorante banho frio do final da tarde.
Já totalmente imersos na atmosfera mística do lugar voltamos nossos olhos para as diversas vias que estavam a nossa frente, no Capacete e Caixinha de Fósforo. Escalamos, novamente, em 3 escaladores as duas primeiras enfiadas da via "Fêmeas Efêmeras" na Caixa de Fósforo e sentimos o gostinho desse estilo peculiar de escalada - fenda de mãos perfeitas e técnica.
No fim de semana as paredes ficaram bem frequentadas e outros amigos apareceram para cordadas no Capacete, foram em média 20 pessoas escalando a montanha. Nesse dia fizemos em duas duplas a via "Roberta Groba" no Capacete, eu e Cláudia, André "Godoffy" e Bruna Hirsch. No fim confraternizamos no cume com 7 amigos (Luiz Islu, Daniel Fen, Guilherme Grilo, Mônica Fillipini, Diogo, Rodrigo Braga e Joana) que escalaram a via ao lado, "El Kabong". Destaque para as mulheres que encheram de graça e leveza a parede nesse dia, foram pelo menos 8 meninas que fizeram o cume.
No noite do último dia resolvemos descer para o Refúgio das Águas para encontrar alguns amigos que precisavam de ajuda com mochilas, mas ao chegar descobrimos que haviam desistido de subir e estavam de partida para o Rio de Janeiro.
Inconformados com a desistência de nossos amigos e, ao mesmo tempo, diante de uma indomável vontade de subir todas as pedras ao redor, aliado a isso uma incrível lua cheia prateada no céu, decidimos por volta das 20h que deveriamos fazer aquilo que mais queriamos estar fazendo em todos os momentos... escalar!
Em poucos minutos subimos a trilha na disposição de quem acabava de acordar para a vida e lá estávamos arrumando nossas mochilas com destino ao Capacete para escalar a via "Sólidas Ilusões". Numa lua cheia impressionante, ventos fortes e frios faziam com que a rocha se tornasse totalmente aderente, quase sem precisar usar lanternas frontais fizemos uma das escaladas noturnas mais doidas que poderia imaginar, terminando a via as 1:30h da matina. Acessamos o cume comemorando como nunca a temporada de escaladas nos Três Picos. Fechando com chave de ouro a breve trip para esse lugar fora do tempo. Mais inspirados do que nunca para realizar o que realmente nos motiva: escalar sempre.
Apoio: Edelweiss
Fotos: Bernardo Rubim, Tiago Dias e Mônica Filippini
Video: loucosdepreda.blogspot.com
Foram 8 dias de escalada no melhor estilo "aventura" onde o preparo, planejamento e muita disposição fazem a diferença.
Tiago Dias, Bernardo Paiva, Lucas Marques e Bruno Bretas no Refúgio das Águas
Pegamos uma carona com os escaladores Tiago Dias e Bruno Bretas chegando ao Refúgio das Águas na sexta (16/6) de noite. Devido a chuva e tempo ruim passamos a noite no conforto do Réfugio e logo na manhã seguinte eu e Lucas começamos a caminhada em direção ao Vale dos Deuses, onde depois de algumas horas caminhando com mochilas pesadas chegamos encharcados.
Nossos amigos decidiram sabiamente por nao subir, ja que vieram apenas para o fim de semana e a chuva não parecia terminar.
No domingo chegaram Cláudia Farias e Diogo - âmbos escaladores de São Bento do Sapucaí - para unir as forças e passar a semana escalando na região.
Passados os dois primeiros dias com chuva, finalmente o tempo abriu e as montanhas já apareciam para serem apreciadas. Em pouco tempo estava tudo seco e corremos para começar os trabalhos na via "CERJ". Localizada no Capacete, a via é uma das clássicas do local. Escalada variada, ideal para aclimatar com as escaladas nessa montanha.
No dia seguinte caminhamos um pouco mais para escalar no Pontão do Pico Maior, fizemos a linda via "Sol Celeste" numa cordada de 3 escaladores, eu, Lucas e Diogo. Já pensando na escalada do dia seguinte, passamos na base da via "Decadence Avec Elegance" para deixar alguns equipamentos, assim facilitaria a aproximação na manhã seguinte. Passamos e repassamos o croqui da via, além de pegar alguns betas com o Diogo.
Saimos as 4h do acampamento e as 6h estávamos devidamente prontos para a ascensão. Durante 7 horas passamos escalando a incrível linha de 17 enfiadas que percorrem os 700 metros de rocha íngrime do Pico Maior - um dia muito bom de escalada.
Para finalizar a descida foi rápida e tudo saiu como esperávamos, entorno de 1 hora rapelando estávamos caminhando para o tortuoso e revigorante banho frio do final da tarde.
Já totalmente imersos na atmosfera mística do lugar voltamos nossos olhos para as diversas vias que estavam a nossa frente, no Capacete e Caixinha de Fósforo. Escalamos, novamente, em 3 escaladores as duas primeiras enfiadas da via "Fêmeas Efêmeras" na Caixa de Fósforo e sentimos o gostinho desse estilo peculiar de escalada - fenda de mãos perfeitas e técnica.
No fim de semana as paredes ficaram bem frequentadas e outros amigos apareceram para cordadas no Capacete, foram em média 20 pessoas escalando a montanha. Nesse dia fizemos em duas duplas a via "Roberta Groba" no Capacete, eu e Cláudia, André "Godoffy" e Bruna Hirsch. No fim confraternizamos no cume com 7 amigos (Luiz Islu, Daniel Fen, Guilherme Grilo, Mônica Fillipini, Diogo, Rodrigo Braga e Joana) que escalaram a via ao lado, "El Kabong". Destaque para as mulheres que encheram de graça e leveza a parede nesse dia, foram pelo menos 8 meninas que fizeram o cume.
No noite do último dia resolvemos descer para o Refúgio das Águas para encontrar alguns amigos que precisavam de ajuda com mochilas, mas ao chegar descobrimos que haviam desistido de subir e estavam de partida para o Rio de Janeiro.
Inconformados com a desistência de nossos amigos e, ao mesmo tempo, diante de uma indomável vontade de subir todas as pedras ao redor, aliado a isso uma incrível lua cheia prateada no céu, decidimos por volta das 20h que deveriamos fazer aquilo que mais queriamos estar fazendo em todos os momentos... escalar!
Em poucos minutos subimos a trilha na disposição de quem acabava de acordar para a vida e lá estávamos arrumando nossas mochilas com destino ao Capacete para escalar a via "Sólidas Ilusões". Numa lua cheia impressionante, ventos fortes e frios faziam com que a rocha se tornasse totalmente aderente, quase sem precisar usar lanternas frontais fizemos uma das escaladas noturnas mais doidas que poderia imaginar, terminando a via as 1:30h da matina. Acessamos o cume comemorando como nunca a temporada de escaladas nos Três Picos. Fechando com chave de ouro a breve trip para esse lugar fora do tempo. Mais inspirados do que nunca para realizar o que realmente nos motiva: escalar sempre.
Por Bernardo Biê
Apoio: Edelweiss
Fotos: Bernardo Rubim, Tiago Dias e Mônica Filippini
Video: loucosdepreda.blogspot.com
segunda-feira, 28 de junho de 2010
"História sem fim" - Segunda Ascensão
No último sábado, 26 de junho, o escalador Lucas "Jah" completou a segunda ascensão da via "História sem fim" saindo do chão. Um resumo da história da via foi publicado anteriormente na ocasião da primeira ascensão integral e pode ser conferido aqui.
Depois de descobrir uma nova sequência para os movimentos iniciais, o escalador não encontrou dificuldades na parte superior da via, concluindo com segurança e solidez o crux final.
Em relação ao grau de dificuldade de toda a extensão da via, o escalador, ainda hesitante, prefere manter a proposta inicial sugerida por outros escaladores que tentaram a via anteriormente, mas em seus comentários deixa claro a incerteza.
"História do chão...8b?? continua o grau ou passa 8b+ facil? esperar prox ascen...
boldi irado!"
Ainda na semana passada o escalador Márcio Bertuci completou duas vias expressivas na mesma falésia: "Iziquizira", cotada em 8a+ (fr) ou 10a (br), e a via "História sem fim" saindo da segunda proteção (como é feito normalmente). Na ocasião o escalador não fez nenhum comentário acerca de graduação, mas parece que tentará a via do chão.
No dia 14 desse mês, recém chegado de Rodellar - Espanha, o escalador Thiago Antonelli concluiu a ascensão da via "Epitáfio das Ilusões" também no C.E.2000. Cotada em 8a (fr) ou 9c (br), a via é caracterizada por movimentos explosivos seguido de um dinâmico no último lance.
Os dias de inverno estão sendo bem proveitosos esse ano, diferente do inverno passado. Com o clima ameno e seco - aliado ao fanatismo e a motivação dos escaladores - as condições para a prática da escalada estão favorecendo as ascensões de vias exigentes e em breve teremos mais notícias de novos projetos sendo concluídos.
Fonte: 8a.nu
Por Bernardo Biê
Depois de descobrir uma nova sequência para os movimentos iniciais, o escalador não encontrou dificuldades na parte superior da via, concluindo com segurança e solidez o crux final.
Em relação ao grau de dificuldade de toda a extensão da via, o escalador, ainda hesitante, prefere manter a proposta inicial sugerida por outros escaladores que tentaram a via anteriormente, mas em seus comentários deixa claro a incerteza.
"História do chão...8b?? continua o grau ou passa 8b+ facil? esperar prox ascen...
boldi irado!"
Ainda na semana passada o escalador Márcio Bertuci completou duas vias expressivas na mesma falésia: "Iziquizira", cotada em 8a+ (fr) ou 10a (br), e a via "História sem fim" saindo da segunda proteção (como é feito normalmente). Na ocasião o escalador não fez nenhum comentário acerca de graduação, mas parece que tentará a via do chão.
No dia 14 desse mês, recém chegado de Rodellar - Espanha, o escalador Thiago Antonelli concluiu a ascensão da via "Epitáfio das Ilusões" também no C.E.2000. Cotada em 8a (fr) ou 9c (br), a via é caracterizada por movimentos explosivos seguido de um dinâmico no último lance.
Os dias de inverno estão sendo bem proveitosos esse ano, diferente do inverno passado. Com o clima ameno e seco - aliado ao fanatismo e a motivação dos escaladores - as condições para a prática da escalada estão favorecendo as ascensões de vias exigentes e em breve teremos mais notícias de novos projetos sendo concluídos.
Fonte: 8a.nu
Por Bernardo Biê
domingo, 20 de junho de 2010
"La Olla" - Primeira Ascensão
Nesse último domingo o escalador de Niterói, Caio Gomes, concluiu a primeira ascensão do famoso projeto "La Olla".
Localizado na pracinha de Itacoatiara, com aproximadamente 7 metros de altura percorridos em 15 movimentos, o "La Olla" foi aberto pelo escalador Nando há 10 anos e desde então aguardava ascensão.
Caio descreve sua trajetória na conclusão do projeto e fala sobre graduação:
"O meu caso com "A Onda", começou em 2005. Os amigos Guilherme Quacchia e Diogo Fagundes me apresentaram o boulder. Achei muito dificil para trabalhar na época... Quanto ao grau, acredito que seja um V12."
Parabéns Caio por essa realização!
Para conferir toda a matéria com fotos acesse o blog do escalador.
Fonte: familiabuscapedra.blogspot.com
Foto: Pedro Gomes
Por Bernardo Biê
Localizado na pracinha de Itacoatiara, com aproximadamente 7 metros de altura percorridos em 15 movimentos, o "La Olla" foi aberto pelo escalador Nando há 10 anos e desde então aguardava ascensão.
Caio descreve sua trajetória na conclusão do projeto e fala sobre graduação:
"O meu caso com "A Onda", começou em 2005. Os amigos Guilherme Quacchia e Diogo Fagundes me apresentaram o boulder. Achei muito dificil para trabalhar na época... Quanto ao grau, acredito que seja um V12."
Parabéns Caio por essa realização!
Para conferir toda a matéria com fotos acesse o blog do escalador.
Fonte: familiabuscapedra.blogspot.com
Foto: Pedro Gomes
Por Bernardo Biê
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Trip para Salinas - Três Picos
Esse último fim de semana estivemos hospedados no Refúgio das Águas (Sérgio Tartari) para conhecer a região dos Três Picos em Salinas.
Chegamos por volta de 1h da manhã de sábado para acordar as 6h com o intuito de escalar a clássica via "Face Leste" (ou "Leste") no Pico Maior. Exatamente as 6h da matina eis que um pequeno sabiá bicava a janela do quarto como um despertador. Depois de pegar boas dicas com nossos companheiros, começamos a longa trilha numa hora considerada tarde e as 9:50h iniciamos a escalada.
Concluímos seus aproximados 700 metros as 14:50h, um tempo razoável, porém a maior dificuldade estava em acertar a via de rapel. Essa foi a parte em que contamos com um misto de "sorte" e "feeling", onde todas as dicas foram dando certo de alguma forma, já que no fim das contas descobrimos que não rapelamos pela via indicada. Além disso foi o tempo exato de chegar na base da montanha ao anoitecer e dar início a próxima etapa que consistia em achar a trilha de volta.
Seguimos as dicas que nos foram dadas e no meio da escuridão e das nuvens encontramos lanternas. Eram escaladores que estavam descendo do Capacete (montanha que fica ao lado do Pico Maior). Encontramos com eles onde as trilhas se unem e descemos juntos.
Depois de uma noite de sono merecida, acordamos tarde no domingo e com calma nos preparamos para escalar a via "Roberta Groba" no Capacete. Fomos em 6 escaladores para fazer vias próximas uma das outras com o intuito de encontrarmos no cume e descer todos juntos. Dessa vez ficamos bem atentos na trilha e maravilhados com o visual do Vale dos Deuses - que dá acesso a maioria das vias do Capacete.
Mais uma vez chegamos tarde na base da via e para encontrar os outros escaladores tínhamos que escalar rápido, já que éramos os únicos que não conheciam o local nem a escalada que iríamos fazer. Mas não foi o que aconteceu, pelo menos nas primeiras enfiadas. Comecei guiando, sentindo o cansaço do dia anterior não consegui encaixar o ritmo que precisávamos nas 4 primeiras enfiadas e isso nos atrasou um pouco, mas meu parceiro de cordada acelerou e deu tudo certo. Encontramos todos no cume e ainda curtimos a incrível energia do lugar antes de começar o rapel. Chegamos a noite no refúgio, depois daquele rango esperto voltamos para a babilónia cansados mais energizados com os ares da serra.
As impressões foram as melhores possíveis, desde o refúgio até todos os outros elementos que compõe a escalada no local. Principalmente o magnetismo das imponentes montanhas que brilham aos olhos dos escaladores. Assim que tiver outras oportunidades estaremos de volta com muita vontade de subir preda.
Nossos agradecimentos aos escaladores que tornaram possível essa rápida visita, além das dicas e apresentação do lugar: Bernardo, Daniel Araújo e Neto. Valeu Galera!
Fotos: Bernardo Biê
Vídeo: Loucos de Preda
Por Bernardo Biê
Chegamos por volta de 1h da manhã de sábado para acordar as 6h com o intuito de escalar a clássica via "Face Leste" (ou "Leste") no Pico Maior. Exatamente as 6h da matina eis que um pequeno sabiá bicava a janela do quarto como um despertador. Depois de pegar boas dicas com nossos companheiros, começamos a longa trilha numa hora considerada tarde e as 9:50h iniciamos a escalada.
Concluímos seus aproximados 700 metros as 14:50h, um tempo razoável, porém a maior dificuldade estava em acertar a via de rapel. Essa foi a parte em que contamos com um misto de "sorte" e "feeling", onde todas as dicas foram dando certo de alguma forma, já que no fim das contas descobrimos que não rapelamos pela via indicada. Além disso foi o tempo exato de chegar na base da montanha ao anoitecer e dar início a próxima etapa que consistia em achar a trilha de volta.
Seguimos as dicas que nos foram dadas e no meio da escuridão e das nuvens encontramos lanternas. Eram escaladores que estavam descendo do Capacete (montanha que fica ao lado do Pico Maior). Encontramos com eles onde as trilhas se unem e descemos juntos.
Depois de uma noite de sono merecida, acordamos tarde no domingo e com calma nos preparamos para escalar a via "Roberta Groba" no Capacete. Fomos em 6 escaladores para fazer vias próximas uma das outras com o intuito de encontrarmos no cume e descer todos juntos. Dessa vez ficamos bem atentos na trilha e maravilhados com o visual do Vale dos Deuses - que dá acesso a maioria das vias do Capacete.
Mais uma vez chegamos tarde na base da via e para encontrar os outros escaladores tínhamos que escalar rápido, já que éramos os únicos que não conheciam o local nem a escalada que iríamos fazer. Mas não foi o que aconteceu, pelo menos nas primeiras enfiadas. Comecei guiando, sentindo o cansaço do dia anterior não consegui encaixar o ritmo que precisávamos nas 4 primeiras enfiadas e isso nos atrasou um pouco, mas meu parceiro de cordada acelerou e deu tudo certo. Encontramos todos no cume e ainda curtimos a incrível energia do lugar antes de começar o rapel. Chegamos a noite no refúgio, depois daquele rango esperto voltamos para a babilónia cansados mais energizados com os ares da serra.
As impressões foram as melhores possíveis, desde o refúgio até todos os outros elementos que compõe a escalada no local. Principalmente o magnetismo das imponentes montanhas que brilham aos olhos dos escaladores. Assim que tiver outras oportunidades estaremos de volta com muita vontade de subir preda.
Nossos agradecimentos aos escaladores que tornaram possível essa rápida visita, além das dicas e apresentação do lugar: Bernardo, Daniel Araújo e Neto. Valeu Galera!
Fotos: Bernardo Biê
Vídeo: Loucos de Preda
Por Bernardo Biê
domingo, 9 de maio de 2010
Área de boulder em Sabará - MG
A galera do projeto FalesiasdoRio esteve de passagem pelos incríveis blocos de Sabará, Minas Gerais, e fizeram um excelente vídeo de alguns dos boulders clássicos do local. Vale a pena conferir!
SABARÁ [HD] [en] from Ricardo Cosme on Vimeo.
sábado, 24 de abril de 2010
Crux com Filezão - Barrinha, RJ
Mais uma ascensão da via "Crux com Filezão", localizada na Barrinha, Rio de Janeiro. Dessa vez o escalador Caio "Granola" Tombini foi o protagonista, tendo sido essa sua primeira via nesse patamar de dificuldade.
Domingo passado o escalador concluiu os 30 metros de extensão da via que constitui na união das clássicas "Crux com certeza" e "Filezão". Sendo caracterizada por uma seqüencia de pura resistência seguida de bons descansos.
Fato curioso é que a via foi e ainda é o primeiro 8a+ (fr) ou 10a (br) de muitos escaladores, como nos casos de André "Godoffy" Martins e Juliano Magalhães, tendo uma certa polêmica entorno da cotação.
Fonte: 8a.nu
Vídeo: escaladabrasil.com
Fotos: Bernardo Biê
Por Bernardo Biê
Domingo passado o escalador concluiu os 30 metros de extensão da via que constitui na união das clássicas "Crux com certeza" e "Filezão". Sendo caracterizada por uma seqüencia de pura resistência seguida de bons descansos.
Fato curioso é que a via foi e ainda é o primeiro 8a+ (fr) ou 10a (br) de muitos escaladores, como nos casos de André "Godoffy" Martins e Juliano Magalhães, tendo uma certa polêmica entorno da cotação.
Vídeo do escalador Rodrigo "Risada" na via "Crux com Filezão"
Fonte: 8a.nu
Vídeo: escaladabrasil.com
Fotos: Bernardo Biê
Por Bernardo Biê
terça-feira, 13 de abril de 2010
Algumas consequências do dilúvio na escalada carioca
Depois que passou o pior, algumas marcas do dilúvio já podem ser percebidas na escalada carioca. Uma delas foi o deslizamento que tombou um clássico bloco da Reserva Florestal do Grajaú - famosa pelos seu inúmeros e abrasivos blocos de pedra. Com pelo menos 5 problemas consagrados, o bloco do Legalize se diferenciava pela textura, formato e ângulação das agarras.
No círculo vermelho agarras de um dos problemas do bloco e no azul a agarra do crux da linha "Tava na cara e ninguém viu"
Segundo o escalador local Gabriel, o bloco havia "rolado" impossibilitando a escalada de algumas linhas, dentre elas o famoso problema "Tava na cara e ninguém viu". Aproveitamos que o setor onde se localiza o bloco estava em nosso caminho fomos la conferir a real situação. Infelizmente a informação era legítima, o bloco não havia rolado como pensávamos mas tombado. De qualquer maneira a linha mais maneira do Grajaú (na minha opinião e na opinião de muitos escaladores) já não poderia mais ser escalada. Porém as demais linhas que se localizam na parte menos negativa ainda existem e, pelo que parece, ainda podem ser escaladas.
No círculo verde a segunda agarra da linha "Tava na cara e ninguém viu" e no amarelo a agarra do crux
Aproveitando a proximidade da Temporada de Montanhismo e Escalada no Estado - época do ano propícia para a prática dessas atividades devido ao clima seco e fresco - fomos subir uma das clássicas vias do "Perdidos no Andaraí". A imponente montanha, assim como os diversos boulders, fica localizada na Reserva do Grajaú e apesar de menos frequentada (em relação aos blocos) é tão clássica quanto.
Sempre que fui a Reserva foi para a prática de bouldering, mas todas as vezes senti muita atração pela montanha que forma uma bela paisagem ao fundo. Com o clima ideal e a botinha de parede afiada fui realizar essa vontade. Partimos em duas duplas sendo eu e Adriana para a clássica via "DGM" (também conhecida como "Pepe legal") e os escaladores André Godoffy e Daniel Fen para a via "Dança do Sol".
A via "DGM" e uma daquelas que se sugere para qualquer um que queira fazer a cabeça numa escaladinha de dificuldade leve e de certa forma extensa. Pelas características específicas e estéticas pode ser comparada a via "Italianos com Secundo" - outro clássico da cidade, se não a mais clássica - localizada em outra montanha, o Pão de Açúcar. Foram 3h de escalada com direito a chuva repentina, mas no final o sol manteve-se entre nuvens proporcionado um clima ameno e agradável.
Voltando ao título do post algumas áreas da cidade ainda estão fechadas - como o Parque Nacional da Tijuca e arredores - impedindo a visitação de civis. Ontem fui dar um confere na falésia da Barrinha e para minha surpresa (devido a fragilidade do local) estava tudo perfeitamente em ordem, apesar de algumas árvores caídas e pequenos deslizamentos em torno da trilha de acesso. Pelo que foi divulgado na mídia foram aproximadamente 283 pontos de deslizamento de terra somente no PNT, e pelo visto as autoridades responsáveis terão muito trabalho pela frente. Com isso teremos restrições de acesso em várias áreas de escalada até que a situação se normalize. Houveram rumores de que a chuva também afetou algumas áreas acerca da Pista Cláudio Coutinho, na Urca, inclusive alguns blocos também sofreram deslizamento, mas ainda não há nada oficial. Estive também na falésia do "Platô da Lagoa", próxima a Lagoa Rodrigo de Freitas, e o panorama era assustador. Duas grande crateras ocorridas pelo deslizamento de terra chegavam a ameaçar a base da falésia.
Assim que souber de mais notícias sobre as condições dos picos de escalada aqui no Estado passarei adiante.
EDITADO EM: 14 abril, 14:30h.
Enviado pelo Louco de Preda Thiago Antonelli, que esteve na falésia do "Platô da Lagoa" e registrou as "sequelas" deixadas pela chuva que atingiu o Estado do Rio de Janeiro, como comentado acima.
Deslizamento de terra na trilha de acesso a falésia do "Platô da Lagoa" - Lagoa Rodrigo de Freitas, RJ
Fotos: Bernardo Biê, Danie Fen e Thiago Antonelli
Por Bernardo Biê
No círculo vermelho agarras de um dos problemas do bloco e no azul a agarra do crux da linha "Tava na cara e ninguém viu"Segundo o escalador local Gabriel, o bloco havia "rolado" impossibilitando a escalada de algumas linhas, dentre elas o famoso problema "Tava na cara e ninguém viu". Aproveitamos que o setor onde se localiza o bloco estava em nosso caminho fomos la conferir a real situação. Infelizmente a informação era legítima, o bloco não havia rolado como pensávamos mas tombado. De qualquer maneira a linha mais maneira do Grajaú (na minha opinião e na opinião de muitos escaladores) já não poderia mais ser escalada. Porém as demais linhas que se localizam na parte menos negativa ainda existem e, pelo que parece, ainda podem ser escaladas.
No círculo verde a segunda agarra da linha "Tava na cara e ninguém viu" e no amarelo a agarra do cruxVídeo do escalador local Gabriel no problema "Tava na cara e ninguém viu" - Reserva do Grajaú, RJ.
Aproveitando a proximidade da Temporada de Montanhismo e Escalada no Estado - época do ano propícia para a prática dessas atividades devido ao clima seco e fresco - fomos subir uma das clássicas vias do "Perdidos no Andaraí". A imponente montanha, assim como os diversos boulders, fica localizada na Reserva do Grajaú e apesar de menos frequentada (em relação aos blocos) é tão clássica quanto.
Sempre que fui a Reserva foi para a prática de bouldering, mas todas as vezes senti muita atração pela montanha que forma uma bela paisagem ao fundo. Com o clima ideal e a botinha de parede afiada fui realizar essa vontade. Partimos em duas duplas sendo eu e Adriana para a clássica via "DGM" (também conhecida como "Pepe legal") e os escaladores André Godoffy e Daniel Fen para a via "Dança do Sol".
A via "DGM" e uma daquelas que se sugere para qualquer um que queira fazer a cabeça numa escaladinha de dificuldade leve e de certa forma extensa. Pelas características específicas e estéticas pode ser comparada a via "Italianos com Secundo" - outro clássico da cidade, se não a mais clássica - localizada em outra montanha, o Pão de Açúcar. Foram 3h de escalada com direito a chuva repentina, mas no final o sol manteve-se entre nuvens proporcionado um clima ameno e agradável.
Voltando ao título do post algumas áreas da cidade ainda estão fechadas - como o Parque Nacional da Tijuca e arredores - impedindo a visitação de civis. Ontem fui dar um confere na falésia da Barrinha e para minha surpresa (devido a fragilidade do local) estava tudo perfeitamente em ordem, apesar de algumas árvores caídas e pequenos deslizamentos em torno da trilha de acesso. Pelo que foi divulgado na mídia foram aproximadamente 283 pontos de deslizamento de terra somente no PNT, e pelo visto as autoridades responsáveis terão muito trabalho pela frente. Com isso teremos restrições de acesso em várias áreas de escalada até que a situação se normalize. Houveram rumores de que a chuva também afetou algumas áreas acerca da Pista Cláudio Coutinho, na Urca, inclusive alguns blocos também sofreram deslizamento, mas ainda não há nada oficial. Estive também na falésia do "Platô da Lagoa", próxima a Lagoa Rodrigo de Freitas, e o panorama era assustador. Duas grande crateras ocorridas pelo deslizamento de terra chegavam a ameaçar a base da falésia.
Assim que souber de mais notícias sobre as condições dos picos de escalada aqui no Estado passarei adiante.
EDITADO EM: 14 abril, 14:30h.
Enviado pelo Louco de Preda Thiago Antonelli, que esteve na falésia do "Platô da Lagoa" e registrou as "sequelas" deixadas pela chuva que atingiu o Estado do Rio de Janeiro, como comentado acima.
Deslizamento de terra na trilha de acesso a falésia do "Platô da Lagoa" - Lagoa Rodrigo de Freitas, RJOs escaladores Bernardo Biê e Inácio Xavier tentando acessar a base da falésia do "Platô da Lagoa" - Lagoa Rodrigo de Freitas, RJ.
Fotos: Bernardo Biê, Danie Fen e Thiago Antonelli
Por Bernardo Biê
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