sábado, 27 de outubro de 2012

Brasil Vertical - O Filme

O escalador Felipe Camargo "Pikuira" lança no final desse ano o filme "Brasil Vertical". Campeão brasileiro de 2012, considerado o melhor escalador esportivo da história do país e um dos melhores do mundo, Felipe explora os melhores setores de escalada esportiva mostrando as primeiras ascensões das vias mais difíceis do Brasil.

Felipe Camargo "Pikuira" escalando a via "Sinairo" 10c, na Gruta de Passa Vinte, MG - foto: Bernardo Biê.

O intuito principal do filme é mostrar o que o Brasil tem a oferecer de melhor na modalidade da escalada esportiva, colocando de vez o país no mapa da escalada de alta dificuldade mundial. Além da impressionante performance do atleta em vias que vão de 10b (8b fr) até o 11b (8c+ fr), o filme também mostra a capacidade de Felipe em produzir vídeos de alta qualidade técnica.

Em breve o filme será lançado gratuitamente para download!






quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Promoção 4Climb - Cadena em Dobro

Falta menos de 1 semana para finalizar a emissão dos cupons da promoção “Cadena em Dobro”, onde você compra 1 Super Chalk leva o outro por nossa conta!

Como participar:

• Na compra de 1 Super Chalk você ganha outro Super Chalk grátis apresentando o cupom.
• Cadastre-se aqui (www.4climb.com.br), escolha a loja mais perto de você, imprima seu cupom e participe.
• O cupom deve ter o nome completo + RG + loja escolhida para troca.
• Somente um cupom por pessoa e é intransferível, somente o titular que pode retirar na loja física com apresentação do RG.
• Cupom valido para troca somente nas lojas cadastradas na promoção.
• Troca deverá ser feita entre os dias 01 de novembro a 30 de novembro.
• Cadastro dos cupons pelo site até dia 31 de outubro.

Lembramos que a promoção é fruto de uma parceria da 4climb com as lojas físicas distribuidoras de nossos produtos, portanto é valida apenas para troca nas lojas físicas.

Não percam essa oportunidade, cadastre-se já e garanta seu cupom!

Mais informações:

31 3023.5565
4climb@4climb.com.br

www.4climb.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

12a MOSTRA INTERNACIONAL DE FILMES DE MONTANHA


"No Ropes No Bolts" estreia nesta quinta feira dia 25/10 no cine Odeon na 12ª mostra internacional de filmes de montanha. Este filme foi produzido na meca do psicobloc e conta com altas imagens feitas por Felipe Dallorto, Flávia dos Anjos e Lucas Marques.

Serão exibidas imagens dos mais diversos setores e vias, algumas conquistadas por nós Brasileiros e outras clássicas como a "EJECTOR SEAT" e "LOSKOT AND TWO SMOKING BARRELS" na cova del diablo...

Foi incrível a vibração nessa trip, mais informações sobre tudo que rolou estão no post da "EUROTRIP", aqui nos loucosdepreda...

Agradeço em especial a dedicação do Felipe, filmando incansavelmente quase tudo que rolou na trip e Julio Blander (ACTION BRASIL) pela mágica da edição... ;)

http://www.filmesdemontanha.com.br/mostra_competitiva_2012.php?an=2012

domingo, 21 de outubro de 2012

Episódio 11 ¨Montanhistas¨ Canal Off - Irmão Menor do Leblon


No episódio 11 do programa Montanhistas pelo Canal Off, escalamos uma das montanhas que ainda não tinha a oportunidade de escalar e a que mais gostaria de conhecer dentro da cidade do Rio de Janeiro - o Irmão Menor do Leblon.

Os Dois Irmãos do Leblon são duas montanhas quase que coladas uma na outra, como o nome sugere a maior delas é conhecida como Irmão Maior e a menor delas seria o Irmão Menor.


Bernardo Biê na via "Marizel" no Irmão Menor do Leblon - foto: Divulgação Canal Off.

Ficamos em dúvida quanto a via que seria escalada, já que o dia estava muito atípico para a época do ano com sol forte, pouco vento e muito calor. A princípio qualquer via que resolvêssemos escalar naquele dia seria desconfortável, então optamos pela via ¨Marizel¨, uma linha bonita e pouco exigente fisicamente.

Começamos a trilha numa suadeira danada. Não soprava uma única brisa, o ar estava estático e quente. Apesar do calor, chegamos na base da via com bastante motivação para alcançar o cume. O Hugo ficou com a primeira enfiada, eu com a segunda e assim subimos em direção ao topo da montanha.


Bernardo Biê na via "Marizel" no Irmão Menor do Leblon - foto: Divulgação Canal Off.

Uma via realmente bem legal de escalar, com lances iniciais em uma parede preta onde as agarras pareciam bem quebradiças, passando por domínios de platôs entre partes mais verticais. Em geral é uma via mais prazerosa de escalar do que realmente uma aventura, mas que reune características bem interessantes, dentre elas o maravilhoso visual de um ponto estratégico da cidade.

Em pouco tempo ganhamos altura na parede, quase chegando ao ponto onde nos daríamos por satisfeitos (pelo fato de talvez não alcançar o cume devido), o tempo subitamente começou a virar. Muitas nuvens começaram a chegar por de trás da montanha mudando drasticamente a paisagem . O vento começou a
soprar forte de sudoeste e decidimos que seria melhor descer antes da chuva cair e molhar todo o equipamento de filmagem.

No fim conseguimos descer com segurança e ainda secos, mas em pouco tempo a chuva caiu com força confirmando que nossa intuição estava certa.

http://canaloff.globo.com/programas/montanhistas/videos/2160092.html

Por Bernardo Biê s s

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Episódio 10 ¨Montanhistas¨ - Dedo de Deus 100 anos

No episódio 10 do programa montanhistas comemoramos os 100 anos do montanhismo brasileiro escalando a montanha símbolo nacional, o Dedo de Deus.

A via escolhida não poderia ser mais significativa, subimos pela clássica Maria Cebola uma das mais frequentadas da montanha. Uma via que mescla caminhada, escalada em agarras e chaminés, sendo o acesso mais simples e direto ao cume. Realmente mais uma aventura do que qualquer outra coisa, dando idéia do estilo de escalar de outra era onde a mentalidade, os equipamentos e técnicas se diferenciavam muito dos dias atuais – fato que me inspira muito quando me proponho a repetir uma via como essa. Durante a escalada sempre penso nos escaladores de antigamente com suas cordas de cisal amarradas na cintura, subindo em galhos trazidos do chão para auxiliar nos lances mais técnicos, e todas as histórias de aventuras que surgiam dessas empreitadas consideradas heróicas, como foi a conquista do Dedo de Deus. É inevitável a comparação com o contexto do montanhismo atual. Hoje em dia as facilidades que o desenvolvimento do esporte oferece torna uma escalada como essa não tão heróica como outrora, mas isso é mais uma razão que me motiva.


Bernardo Biê e Hugo Langel no cume do Dedo de Deus - foto: Seblen Mantovani/Divulgação Canal Off

A aventura começa na rodovia que liga a cidade de Teresópolis ao Rio de Janeiro. É de lá que sai a trilha íngreme que dura aproximadamente 40 minutos até a base dos cabos de aço que caracterizam o início da escalada - pelo menos assim considero, já que é aconselhável o uso de equipamentos de segurança nesse trecho, podendo ser altamente arriscado a negligência desse fato.


Conquistadores do Dedo de Deus - foto: site do ICMBIO

Depois de subir boa parte da montanha pelos cabos de aço, chegamos até o ponto onde começa a via Maria Cebola. Entre trechos de caminhada, escalada, subindo pelas raízes das árvores, passando por dentro de buracos, arrastando o corpo pelas chaminés e ziguezagueando de um platô ao outro, ganhamos altura rapidamente e quando percebemos o maravilhoso visual atrás da gente já nos damos conta de que estamos próximos ao cume.

Nos últimos metros de chaminé chegamos ao ponto final da escalada, um grande platô com uma escada de ferro que dá acesso ao topo. Subindo a escada chegamos ao ponto mais alto da montanha, o cume do Dedo de Deus e sua incrível vista panorâmica. Sem muito esforço encontramos a urna que abriga o livro de cume. Nessa ocasião especial a urna e o livro de cume estavam todos decorados em comemoração aos 100 anos da conquista do Dedo de Deus, com fotos da época e alguns dizeres dos conquistadores sobre essa escalada que simboliza o montanhismo no Brasil.

Aproveitei a vista que estava deslumbrante, degluti um delicioso lanche vegetariano comemorando o final de mais uma escalada juntos. Assinei o livro de cume em nome de toda a equipe responsável pela produção do programa – os que escalam e, principalmente, os que não escalam (produtores, editores, finalizadores etc) - e começamos a organizar a descida.

Outra parte dessa aventura que fizemos questão de comentar foi o rapel, que contorna a montanha até voltar a trilha de cabo de aços pela qual subimos. Depois de descer a trilha em alta velocidade chegamos ao ponto onde tudo começou, prontos para a próxima aventura.

http://canaloff.globo.com/programas/montanhistas/videos/2149353.html

Por Bernardo Biê

domingo, 14 de outubro de 2012

Loucos de Preda no Esporte Espetacular

Foi no começo de maio que rolou a gravação do "Esporte Espetacular Psicobloc" a convite do nosso amigo e companheiro de escalada Felipe Dallorto. O intuito do programa foi mostrar um pouco do psicobloc já conquistado e projetos das Ilhas "Tijuca" e "Pontuda"; localizadas na costa do Rio de Janeiro. Fomos primeiro tentar os "projetos" na ilha voltada para o oceano e já de cara nos surpreendemos pela dificuldade e exposição das vias (fator de queda arriscado por pedras na linha da via). Depois seguimos para a "tijuca", que com sua pequena "baía" proteje e ofereçe condições clássicas para o psicobloc. Foi especial poder participar do programa e juntos tentar os tão famosos projetos da "Pontuda" que até então estavam apenas em nossas imaginações...Foi incrível !!!

http://globotv.globo.com/rede-globo/esporte-espetacular/v/vai-encarar-cris-dias-enfrenta-os-desafios-do-psicobloc/2188885/

sábado, 13 de outubro de 2012

Episódio 9 do ¨Montanhistas¨Canal Off - Torres de Bonsucesso



No episódio nove, fomos fazer uma aventura diferente. Ainda na região serrana do Rio de Janeiro, o destino foram as imponentes Torres de Bonsucesso cituadas na cidade de Bonsucesso.
 

Apesar de ser uma região muito conhecida pelas difíceis escaladas nas imensas torres de granito, a missão dessa vez era outra. O intuito era acompanhar o Hugo em um salto de wingsuite e a possível abertura de um novo local para saltar de basejump do cume da torre central.
 
Hugo Langel  saltando de basejump do cume da Torre Central - foto: Canal Off.

Iniciamos a bela caminhada que segue um longo trecho sob a mata fechada até alcançar a crista da montanha. Caminhamos devagar, com mochilas pesadas e toda estrutura necessária para ficar seguro e abrigado em caso de uma virada no clima - algo bem comum na região, apesar da previsão ser otimista naquela ocasião.

Bernardo Biê e Hugo Langel nas Torres de Bonsucesso - foto: Canal Off.

Ao alcançar a crista da montanha já era possível vislumbrar a maravilhosa vista que a região oferece. Devido a altura que estávamos podíamos ver grande parte das montanhas ao redor da cidade, que fica num grande vale. Podia ver as nuvens brancas se formando de um lado e outras bem cinzas sendo carregadas para o outro, como se fosse uma linha de produção.

Logo que chegamos no topo, deixamos nossas mochilas pesadas debaixo de uma pedra e seguimos alguns metros acima onde se encontra o cume da torre central. Lá deslumbramos um pouco a vista e percebemos que em pouco tempo a chuva iria cair onde estávamos. E não deu outra. Fomos forçados a descer debaixo de chuva e retornar no dia seguinte.

Acordamos bem cedo e a chuva parecia ter cessado durante a noite. Subimos novamente, mas dessa vez com menos peso fomos mais ágeis e logo alcançamos o cume. Segundo o Hugo estava perfeito para o salto de wingsuite, o vento não era forte e as condições estavam favoráveis. Começamos a nos preparar, armamos um rapel até o local do salto e rapidamente ele já estava trajado para a festa vestindo sua roupa de gala, impecavelmente inquieto e adrenado pelo fato de estar diante do abismo de 600 metros de altura.

Hugo Langel e Bernardo BIê nas Torres de Bonsucesso - foto:Canal Off.

Trocamos algumas palavras de incentivo, nos despedimos e: - iaba daba du...lá foi ele mais uma vez. Alucinante é o mínimo que pode ser descrito por quem fica lá em cima vendo o ponto preto rasgando o céu por algumas dezenas de segundos, até se tornar uma pluma levitante deslizando com segurança em direção ao solo. É tão adrenante que é um alívio ver o paraquedas funcionando como o esperado.

Apesar de tudo ter dado certo ainda não havia acabado. Descemos ainda de dia para descansar e retornar durante a madrugada aproveitando a calmaria da manhã, que costuma ter menos vento. Fizemos a trilha ainda a noite e aproveitamos para tirar um cochilo antes do Hugo realizar o salto inédito do cume principal da torre central. Assim que o sol saiu, arrumamos tudo e o Hugo já começou a medir os passos para o lançamento. Em 3 segundos ele começou a correr e se lançou no abismo. Diante de um lindo nascer do sol a aventura terminava ali. Agora era descer a trilha com todo o equipamento e chegar são e salvo em casa, pronto para a próxima aventura.




Por Bernardo Biê

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Terra Ronca - Nova escalada do Goiás - Brasil



     


             Tudo começou quando alguns amigos de Brasília comentaram sobre o lugar, em 2009 na serra do cipó. Depois de algum tempo fizemos uma visita de 1 dia apenas, logo após o evento de Boulder de Cocalzinho 2010.2 para reconhecimento da área. Haviam algumas vias (3 ou 4) antigas e não tínhamos tempo para escalar. O clima também fazia a formação rochosa parecer fraca devido a alta umidade.

Era difícil entender a proporção dos tamanhos em relação a outros lugares já visitados.
             
         Foi necessário dar todo aquele "rolê" pela europa para poder entender o significado de tudo que encontramos em Terra Ronca, voltando da viagem agora ficou nítida a imponência da escalada.  Por outro lado já imaginava ter algo assim pelo Brasil mas faltava viajar mais... Buscar fora do circuito SP, MG, RJ e Sul. Seria importante saber "classificar" as novas áreas ou setores encontrados para então decidir a viabilização de tempo/trabalho para abertura de vias...

Chegando lá pela segunda vez, outra impressão...



                 Existe muita escalada no local, a formação rochosa começa bem antes do Parque Nacional de Terra Ronca e vem margeando toda a estrada de terra que liga Guarani a São domingos, "Terra Ronca" fica localizada entre as duas cidades. São inúmeros setores a serem abertos, dos mais diversos estilos e tamanhos. "Imagino" ser algo em torno de 15 a 20 km de extensão o afloramento de calcáreo da região, divididos em blocos ou agrupamentos (ex. G3, G1, ...).






Chegamos e fomos direto para o principal setor que se chama "Terra ronca 1", aonde se localiza a pequena vila. A sequência mais lógica para conhecer bem o local é entrar pela caverna principal e ir seguindo a trilha que vai margeando o pequeno rio e que leva aos devidos setores, sendo eles: Terra ronca 1 , Setor Pesqueiro, Placa Norte e Sul, Tailândia e Terra ronca 2. Tudo isso é na verdade um vale formado pela corrente d'água que corta toda a terra...
Paredes incríveis!!! 

                                             





















Seguimos os dias escalando bem "tranquilos" nas vias antigas, terminando e provando "es brutal" de Pedro Raphael que se localiza ao lado esquerdo da primeira caverna e também desbravando qualquer rocha ou caverna que parecesse ter alguma possibilidade de escalada. O foco mais uma vez foi chegar e conhecer melhor o lugar, para avaliar e escalar com calma o que já haviam aberto e então abrir alguma nova linha. Detalhe importante a ser ressaltado é que ainda não existe autorização definitiva sobre abertura de vias e escalada no Parque Nacional da Terra Ronca. É necessário que a federação de escalada do respectivo estado junto aos escaladores locais (Bsb e Go), se movimente para uma negociação junto ao Parque. Recentemente houve uma "intervensão" por parte de responsáveis no local e está proibida a escalada e rapel nas cavernas. Fica a vontade...




                                                      "Es Brutal" 8b- 5.12b - 7b(fr)
      
           


O local com sua energia e pureza é capaz de alterar o "tempo" real... Alguns dias em paz e outros em excitacão e adrenalina, seja como for, tudo parece relacionado aonde estamos (corpo e alma) realmente. "Terra Ronca" trouxe muita paz e tranquilidade...

 

 

"Caverna Angélica"

Por ser um local intocado e muito visitado para prática de espeleologia, penso ser um local para ser "respeitado" e não apropriado para aberturas de vias. Agora a parte das bordas pode ser que não exista impacto significante para o local.
Formações psicodélicas...


"Borda externa" ou "testa central" da caverna.





 






Ramiro psicodelizando...









          Após a visitação/espeleologia na "Angélica" focamos na parte final da viagem que consistia em escalar na "Tailândia" e abrir uma linha na "Terra Ronca 2", que são os setores mais distantes.
Tailândia é um setor que vai deixar as pessoas com uma sensação especial. Não sei descrever mas imagino que a pequena praia no local misturada com a água corrente possa ser causadora desse estranho e maravilhoso sentimento, é a paz total...






                        


Por fim faltando 2 dias para o fim da viagem, estendemos uma linha no "segundo andar" e começamos a via "Loucos e tolos" no Anfiteatro, "Terra Ronca 2".


Terra ronca 2 - "Segundo andar" à esquerda e "Grande parede" à direita. 

Essa última conta com 3 cordadas curtas de aproximadamente 25mts e ainda está por abrir mais 3 cordadas para acessar o final da parede. Praticamente uma parede de escalada esportiva... O nome surgiu após o dia da abertura das 2 primeiras cordadas que foi praticamente feita em móvel ou diria laços nas "alças"da formação frágil e mais algumas chapas na segunda parte aonde era tudo podre ou relativamente de má qualidade. Foi aquela aventura!!! Mariela que acompanhava a abertura da via comenta:_é, deus protege os loucos e os tolos...dai o nome...rs.


"Grande parede" vista de baixo...

Foi uma brincadeira mas também o nome da via marca uma fase aonde errar já não é mais aceitável e o "louco" pode se transformar em "tolo"...rs

Muita atênção é necessária pois as agarras se quebram com facilidade e os boults nem sempre estão "solidos" na primeira parte. A segunda parte da parede (3a cordada) já conta com proteções totalmente sólidas e a via fica mais limpa. A primeira cordada é uma escalada em "saias" ou "cogumelos" que formam uma escada para acessar um pequeno platô. A segunda cordada, chorreiras, off-with e chaminé/tesoura. 

A via começa saindo da água com uma chapa para reunião/organização de equipo.

 



 
 
2a cordada.

 



 
A terceira é a mais difícil até agora e ainda não está finalizada, contando com lances em agarras pequenas em um negativo expressivo. 8a+? 8a? Ainda imagino faltar 3 cordadas para o fim da parede mas com o "impedimento" por parte do parque fica impossibilitado o término da via.


 
Sequência insâna dos tetos no segundo andar. Terra ronca 2.
 
Não foi e nunca será fácil viver o "sonho" de escalar em terra ronca, a distância e a "janela" de temporada será um dos fatores limitadores para o acesso da área, que por outro lado irá proteger o local e conservar o "ar" de paraíso. Desejo a todos uma incrível experiência um dia quem sabe escalando nos "desplomes" fanáticos desse templo perdido...

Que o sonho "terraronca" seja realizado!!!!

Boas Escaladas....