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terça-feira, 14 de abril de 2009

V14 brasileiro

Foi Publicado no site www.escaladabrasil.com a ascensão do primeiro problema de boulder do Brasil cotado em V14.

Segue a matéria:

O Bele nos enviou este release contando como foi esta batalhada conquista do V14 e que agora passamos  para vocês:


Belê no problema "Dia Santo" em São Bento do Sapucaí-SP

Nesta sexta-feira santa, dia 10/04, mais um projeto é derrubado em São Bento do Sapucaí, desta vez foi um boulder que segue por um negativo de 60 graus com aproximadamente 17 movimentos bem duros que se alternam entre passagens explosivas e isométricas. O boulder recebeu no mesmo dia, duas cadenas seguidas, por Leandro “Pardal” com o FA e a segunda por André “Belê” e recebeu o nome de “ O dia Santo” por ser realizado durante o feriado da semana Santa e pela dupla cadena. Se trata de uma linha visualizada em 2001 durante a 1ª edição do Blox, no Serrano, mas na época a inclinação e tipo de agarras o deixaram para um outro momento, pois a escalada naquela época, ainda não tinha nível ou visão para investir tentativas para aquela linha. Passados vários anos e com a evolução principalmente da modalidade Boulder, muitos projetos de nível altos foram encadenados, não só aqui no Brasil, mas por escaladores fora do país, trazendo uma boa bagagem e motivação para elevar nossa escalada nessa modalidade e se aproximar do nível mundial.



Leandro "Pardal" tentando o "Dia Santo"

Após ter encadenado o “Bacanas SDS” V13, e outras linhas em Ubatuba, a “caça” a novas linhas e projetos foi intensa, em 2007 ao recordar da linha do Blox, imediatamente dei início a limpeza e deste bloco impressionante por sua inclinação, tipo de agarras e movimentação, mas por se tratar de uma linha onde retirar os pés do chão já era duro, acabei deixando de lado, mas em outubro de 2008, o escalador local Leandro “Pardal”, começou a investir no bloco e assim no feriado da virada deste ano, começamos a trabalhar juntos o boulder, e quanto a “trabalhar”, me refiro não só a gastar dedo, pele e se acabar de fazer força escalando, me refiro também e muitas enxadadas, pedras roladas e base ajeitada para tentar deixar a colocação dos crahs mais segura possível, essa foi uma época que aproveitamos para realizar estes trabalhos, pois se trata de um período chuvoso na região e escalar nestas condições estavam praticamente impossível, mas a motivação era tamanha, que mesmo com as agarras molhadas ou em péssimas condições a idéia foi tentar se aprimorar na movimentação e inclinação, trabalhar movimentos que isolados são por si, muito duros a cada passada, e com a teoria de que se trabalhássemos nestas condições, ao encontrar uma temperatura mais amena ou um frio ideal, a cadena estaria mais que encaminhada.

Desde o início do ano, praticamente todos os finais de semana foram dedicados a esta linha, Pardal durante a semana fazia suas tentativas direto no boulder e eu durante a semana resolvi recriar os movimentos do boulder na Casa de Pedra, dividido em duas partes principais e muitos próximos em estilo de agarras, inclinação e medidas entre as agarras, e sem dúvida foi uma experiência muito válida e que pode servir daqui em diante para tentar alcançar qualquer objetivo em rocha para qualquer nível.




Leandro "Pardal" no dinâmico final do problema "O dia santo"

Com “tapas” no último movimento acontecendo há várias tentativas, o feriado da sexta-feira santa acabou entrando para a história não só pelo feriado nacional, mas também como um dia importante para a escalada nacional com um passo importante na evolução nacional, pois se trata de um boulder com uma graduação proposta em algo próximo ao máximo mundial, prova de que na modalidade boulder não estamos tão na retaguarda dos “gringos”.

Mais uma vez salientamos que se trata de uma proposta, e assim precisamos de repetições para confirmar a graduação, o fato é que vários escaladores renomados provaram a linha e constatam ser um boulder muito duro, mas com as próximas repetições ou com a presença de alguém de fora que tenha V14s na bagagem para poder confirmar tal graduação.

Muito obrigado a todos envolvidos na imensa energia positiva e motivação direcionada para que a cadena fosse possível, desde Lelo e Patinho na remoção de pedras e lama, até nossas companheiras Ligia e Nívea pela imensa paciência e companhia a cada tentativa.


Leandro “Pardal”

Escalador da Pardal Ressolas.


André “Belê”

Escalador apoiado: Conquista equipamentos, Casa de Pedra, e Endorphine óculos esportivos.


(Colaboração do Blog da Lojinha de Escalada)

Fotos e Fonte: www.escaladabrasil.com

segunda-feira, 16 de março de 2009

Brasil Extremo 2

Felipe Pikuira encadenou o, até então projeto, "Cabra da Peste" na Serra do Cipó-MG.

O escalador explica que ainda não tem certeza quanto a graduação exata, mas sugere um 10c forte, numa via vertical de regletes abaolados.

DSC_9576.jpg

Pikuira na "Cabra da Peste"

"...Sobre o grau....mais uma vez...Que dúvida!!!Aparentemente foi mais dificil pra mim do que a Dor é o poder, mais acho q é o estilo....vertical e reglete meio abaolados...dificeis de fechar a mão!
Enfim....deixo como 10c hard!!
Mais digo mais uma vez Primeira ascenção e dificil de graduar..."

DSC_9614.jpg

Pikuira na "Cabra da Peste"

Quanto a sequência da via, Felipe descreve:
"...via de praticamente 4 chapas, vertical....logo um positivo onde pode tirar as duas mãos....e depois um 8c....se fizer a primeiras 4 chapas dificil de cair depois!..."

fonte: http://www.felipegcamargo.blogspot.com
fotos: Gustavo Baxter
colaboração: http://www.dedosfritos.blogspot.com

segunda-feira, 9 de março de 2009

Brasil Extremo


Foi divulgado no site www.escaladabrasil.com que mais uma via de extrema dificuldade foi concluída no País.

Após 3 tentativas, Felipe "Pikuira" conseguiu a primeira ascensão da via "A dor é o poder" equipada por Alexandre "Feio" e Fred Vianna, ambos escaladores da região.

A via está localizada no setor 45 da falésia de Sete Lagoas-MG e foi sugerido um possível 8c(fr) (11a brasileiro).

Quanto as características da via Felipe comentou: 

"A via se trata de um boulder de regletinhos muito muito pequenos no começo da via, cerca de v11, e logo um trecho de 9b ou 9c!"


Sobre a graduação o escalador, ainda hesitante, faz algumas comparações com vias de características semelhantes que ele escalou: 

"Sobre o grau não sei....primeira ascençao e dificil falar, tenho ctz que pelomenos um 10c é, e duro! Agora acho que talvez pode ser 11a, msm saindo na terceira tentativa! (...) posso comparar ela com a santa linya um 10b que mandei de flash na espanha, mesmo estilo! e é muito mais dificil!!!e tambem acho que ela e mais dificil que o coquetel!"

fonte: http://felipegcamargo.blogspot.com
fotos:Gustavo Baxter
Colaboração: dedosfritos.blogspot.com

segunda-feira, 2 de março de 2009

Carnaval em 7 Lagoas

Dia 28 de fevereiro de 2009, começava a aventura para o calcário mineiro da cidade de Sete lagoas, com os integrantes:Joana Carvalho, André “Godof”, Marcio “Cherife e Guilherme “grilo”. Nossa jornada a um novo pico de escalada começou com um sol escaldante e transito intenso na estrada, mais nada que nos desanima-se a escalar. Chegamos no começo da tarde na cidade e logo fomos ao encontro do escalador Peixe (único escalador local existente), mineiro gente boa nos ajudou a achar um local para ficarmos e nos levou para mostrar o caminho da falésia.

No dia seguinte estávamos na fissura para escalar, quando tivemos a ótima surpresa do escalador Fernando Brito que havia virado a madrugada dirigindo para encontrar com a galera. Chegando na falésia nos deparamos com vários setores com mais de 100 vias de escalada, infelizmente ou felizmente pensando bem melhor, não tínhamos o croqui das vias e o peixe havia viajado para conceição e só voltaria no outro sábado depois do carnaval, que seria nosso ultimo dia de escalada. Começamos a escalar as vias que nos agradava visualmente sem ter a menor idéia do grau, uma sensação bem estranha no começo pois não sabíamos onde estávamos nos metendo. 
O plano do climb era três dias de escalada um de descanso e mais três dias de escalada. Os primeiros três dias não apareceu nenhum escalador, a falésia era nossa, ah já ia esquecer falar, são vários setores colados um no outro com negativos de 45° a noventinhas e a distancia de um pro outro era menos de dois minutos. 

Estávamos no paraíso do climb exclusivo para gente. Nos adaptamos a pedra rápido e começamos a sugerir nossos próprios graus, a medida que mandávamos uma via sempre vinha aquele sorriso e aquele berro essa via é a mais maneira da falésia e isso persistiu até a ultima via escalada.
No dia de descanso o escalador Bernardo Paiva (Biê), apareceu na cidade aproveitando que estava passando o carnaval com sua namorada em BH e deu um pulinho de um dia para escalar conosco. Com o seu visual novo devido ao piolho estava com a cabeça raspada, o grilo o acompanhou para lhe fazer a segue. Com menos de duas horas já havia feito 5 vias sendo que 2 avista, 2 de flash e uma trabalhada, resumindo passo o rodo hahahahahah!!!!!

No dia seguinte o grilo havia acordado bem adoecido, com febre e garganta inflamada, mas mesmo assim resolveu ir para falésia para não ficar em casa sozinho. Joana possuía umas balas “mágicas” de gengibre, que ofereceu para o grilo, que fez ele se sentir melhor e começar a escalar. Nas primeiras vias escaladas do dia ele começou a suar frio mesmo assim a fissura foi maior e continuou a escalar, à cada via que entrava se sentia melhor. No final do dia nem ele havia acreditado tinha feito 8 vias avista e flashs e caído somente na ultima entrada do dia pois estava escuro indo para ultima costura . Nesse dia havia aparecido um pequeno grupo de paulistas vindo da Serra do Cipó e nos contou que lá estava superlotado, tendo que pedir senha para subir na via e ainda havia chovido lá. Nesse momento tínhamos certeza de te feito a escolha certa do pico de escalada.
No último dia de Climb havia chegado a galera de BH e o peixe para escalada,e nos deram algumas dicas de vias fileis que agente ainda não havia entrado. Essa trip foi algo surreal dos 5 integrantes todos saíram muito felizes da falésia, satisfeitos . Brito havia feito varias vias de dinâmicos, sorria a toa, Joana havia mandado seu primeiro sétimo grau, Godof havia feito todas as vias que entrou, o grilo conseguira fazer varias vias de primeira e finalmente Marcio nunca havia feito tantas vias em tão pouco tempo aproximadamente umas 40 vias. 
Resumindo a viagem “OBRIGADO SENHOR”.


Por Guilherme Taboada