sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Escalada no Irmão Maior do Leblon - Vias Baden Powell e Patrick White

Recentemente tive a oportunidade de repetir a via "Baden Powell", localizada no Irmão Maior. Como o nome já diz, é a maior pedra entre os Dois Irmãos do Leblon. Fomos em duas duplas escalar os 300 metros de parede de uma das mais gostosas escaladas da região. Com dificuldade moderada e movimentação diversificada, a via "Baden Powell" - na minha opnião - está entre as escaladas cinco estrelas da cidade.

Fábio Carneiro na via "Baden Powell" - foto: Luiz Armando.

Depois de muito passar por essa montanha, sempre alimentando a vontade de escalar aquela bela face vertical que fica virada para o bairro da Rocinha, finalmente tornou-se possível com a pacificação do local e lá estávamos caminhando em direção a realização de mais essa escalada.

Um dos grampos originais da conquista de 1960.

Tivemos muitos momentos de pura contemplação durante a escalada, o dia estava perfeito com o clima ameno e o sol radiante. A vibração da equipe era contagiante, todos estavam completamente tomados pela beleza e plasticidade da via.
Luiz Armando "Izlu" na via "Baden Powell" - foto: Fábio Carneiro.

Depois de alguns imprevistos na trilha e uma baixa na equipe (um dos escaladores teve um problema muscular e foi obrigado a descer ainda na trilha de aproximação), concluímos a escalada com êxito total, alcançando o cume depois de 4 horas de escalada.

Luiz Armando "Izlu" na via "Baden Powell" - foto: Fábio Carneiro.

Dedicamos essa escalada ao nosso amigo Guilherme "Grilo" que teve um contratempo ainda na base da trilha e teve que adiar sua escalada nessa parede. 
 

Na foto acima as duas duplas no cume do Irmão Maior do Leblon. Da esqueda para a direita: Fábio Gollum, Bernardo Biê, Luiz Armando "Izlu" e Fábio Carneiro.

Escalada na via "Patrick White" no Irmão Maior do Leblon.

Depois de descansar um dia, voltamos em seguida para escalar a via mais desejada dessa montanha: "Patrick White" e seus lindos diedros. Essa é uma via que ficou muito tempo sem repetições devido a criminalidade nos arredores do bairro da Rocinha e no Morro do Vidigal, onde se dá respectivamente o acesso e a decida da via.

Fábio "Gollum" na Fissura Fócrates na via "Patrick White" - foto: Fábio Carneiro.

Combinamos os mesmos escaladores que estiveram na via "Baden Powell", mas dessa vez bem cedo. Como estávamos todos ansiosos para escalar essa mística parede, por uma via exigente e desconhecida por nós, começamos a caminhada ainda sem a luz do dia e em pouco mais de 40 minutos chegamos na base.

 
Bernardo Biê no fim da Fissura do pesadelo na via "Patrick White" - foto: Luiz Armando "Islu".

Lá pudemos vislumbrar aquilo que consideramos ser uma das mais belas vias de escalada do Rio de Janeiro, sendo um diedro saindo do chão e serpentenado por toda a parede até os olhos perderem de vista. Confesso que fiquei emocionado de ver aquilo no quintal de casa, a euforia tomava conta dos quartro escaladores que mais pareciam crianças diante da montanha russa de um parque de diversões. Como sabiamos que não seria brincadeira, começamos a separar os equipamentos e conversar sobre a logística da escalda.

Bernardo Biê no final da Fissura do pesadelo na via "Patrick White" - foto: Luiz Armando "Islu".

Fominha assumido, resolvi guiar todas as enfiadas e por isso preferi fechar a cordada com aquele que não se importasse em participar durante toda a escalda. Logo fechamos as duplas com Fábio "Gollum" e Luiz Armando "Islu" seguindo na dianteira, enquanto eu e Fábio Carneiro seguimos na cordada de baixo.

Fábio Carneiro e Bernardo Biê na base da Fissura 2001 da via "Patrick White" - foto: Luiz Armando "Islu".

Fábio "Gollum" acabou guiando todas as enfiadas da dupla de cima e mesmo estando afastado da escalada em parede, se destacou pela sagacidade pegando a dianteira forte nas guiadas. Destemido e audaz seguiu motivando todos nós que a cada lance torcíamos pelo seu sucesso com gritos de incentivo que lembravam muito o clima da escalada esportiva.

Fábio "Gollum" na Fissura 2001 da via "Patrick White" - foto: Luiz Armando "Islu".

Seguimos num ritmo cruzeiro, nem rápido nem devagar, curtindo o visual e as passadas sensacionais que a via nos presenteva a todo momento. Exigente em muitos lances expostos, em que além de distante os grampos também estavam em péssimas condições, a via segue por uma linha incrivelmente estética e ao mesmo tempo atlética, onde deve-se estar escalando bem em oposição na maioria das vezes com uma pitada de coragem para temperar o caldo
                                                                                                                                                                   
Direita: Bernardo Biê e Fábio Carneiro - Esquerda: Bernardo Biê e Luiz Armando "Islu".

No meio do dia já estávamos na última enfiada da via com o sol a pino, muito atípico nessa época do ano, mas felizes da vida por concluir essa escalada fantástica.

Bernardo Biê no final da Fissura 3 em 1 na via "Patrick White" - foto: Luiz Armando "Islu".

Essa é uma via muito indicada, uma das 5 melhores da cidade. Vale ressaltar que precisa ser regrampeada em alguns pontos e suas paradas duplicadas. Algumas peças móveis são fundamentais sendo pouco possível fazer sem esse tipo de equipamento.

Por Bernardo Biê

















sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Adriana Moura encadena a via "Filezão" 9c na Barrinha, RJ.

A escaladora carioca Adriana Moura acaba de entrar para o Hall das mulheres brasileiras a escalar uma via cotada em 9c (8a fr) com a cadena da via "Filezão" na falésia da Barrinha, RJ.

Adriana Moura na via "Filezão" - foto: Toti Jordan.

Depois de algum tempo se dedicando a esse projeto, a escaladora anuncia o sucesso de sua empreitada colocando seu nome na seleta lista das mulheres que conseguiram alcançar esse nível de dificuldade no Brasil. E não para por ai, Adriana está em busca de sua primeira via cotada em 10a.

Adriana Moura na via "Filezão" - foto: Toti Jordan.

Além dos projetos na escalada esportiva a escaladora também é conhecida na região por escalar diversas vias de parede, participando de cordadas em vias difíceis com escaladores de renome.

 
Adriana Moura na via "Filezão" - foto: Toti Jordan.










quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Episódio 8 "Montanhistas" Canal Off - Campo Escola 2000

Depois de escalar a Pedra do Elefante na região serrana do Rio de Janeiro, voltamos para a cidade maravilhosa dessa vez para mostrar um pouco da modalidade mais praticada do montanhismo nos dias de hoje: a escalada esportiva.

No coração de uma das maiores florestas urbanas do mundo, a Floresta da Tijuca, está localizada a falésia do Campo Escola 2000 que fica dentro do Parque Estadual da Tijuca (P.E.T.). Um dos lugares que fizeram parte da história e da evolução dessa modalidade no país.

Foi muito empolgante relembrar algumas histórias que passei com o Hugo, quando estávamos começando a escalar juntos e tentávamos as mesmas vias. Muito importante também foi tentar explicar um pouco sobre a diferença entre as modalidades do montanhismo, seus objetivos, características e exigências.

Flávio Passos na via "Zona Morta" - foto: Flávio Passos arquivo flickr.

Chegamos cedo no parque, visitamos uma cachoeira que costumávamos frequentar nos dias quentes, entre uma escalada e outra corriamos ali para tomar uma ducha e refrescar o forte calor do verão carioca. Fizemos a curta trilha que leva até a falésia, chegamos ainda cedo na base e não tinha ninguém escalando. Por ser uma escalada curta e rápida, é normal encontrar escaladores lá ou até mesmo grupo de crianças e escoteiros fazendo um giro pelas grutas ao redor.

Ali, na falésia do Campo Escola 2000, passamos alguns anos aprendendo a desenvolver a técnica e a força que esse tipo de escalada exige, conhecemos bem quase todas as vias porque foram nelas que nossa geração aprendeu a escalar.

 Felipe Assad na via "Migalhas Indecentes" - foto:Cláudio Brisighello.
 
Equipei a via "Coquetel de Energia" e aproveitei para escalar nela primeiro enquanto restava energia para isso. É uma via que exige muita concentração, porque as agarras são pequenas e os movimentos explosivos. Passei um bom tempo fazendo ela com uma queda e parecia que a cadena (termo usado para determinar o sucesso da escalada, que é quando o escalador sai do chão e vai até o topo da via sem quedas, apenas segurando na pedra com as mãos e os pés e sem usar pontos de apoios artificiais.) estava cada vez mais perto, quando infelizmente tive uma lesão que me obrigou a deixar de tentar a via. Apesar de estar bastante tempo sem escalar esse tipo de modalidade, entrei muito bem e no fim fiquei satisfeito com a tentativa, mas para preservar a pele dos dedos resolvi tentar outra via nesse mesmo dia. 

Bernardo Biê na via "Coquetel de Energia" - foto: Guilherme Taboada.

Era a vez do Hugo escalar e nada melhor do que uma das vias esportivas mais clássicas e bonitas que existe. A "Gosma Petzl" foi a via que juntos aprendemos muita coisa. Na época, a gente não imaginava onde a escalada e o montanhismo poderia nos levar. Ensaiamos muitas vezes os movimentos dessa via e sempre que tentávamos a tão sonhada cadena um apoiava o outro, incentivava como podia. No dia que o Hugo passou o lance que nos derrubava, ele finalmente conseguiu a cadena nessa via, de tão empolgante que foi eu subi e também consegui a cadena motivado pela gana que vi ele dando. O Hugo equipou a via e depois de descansar um pouco escalou como se tivesse entrado nela no dia anterior, mesmo fazendo longa data desde a última escalada nessa falésia.


Bernardo Biê na via "Coquetel de Energia" - foto: Guilherme Taboada.
 

 Já no final do dia com a pele dos dedos bem fina e comprometida, entrei na via "História sem fim" - que na minha opinião é a via com os movimentos mais plásticos da região. Exigente e prazerosa de escalar, essa via foi alvo de muita polêmica durante os anos seguintes a sua conquista, fez parte da história da escalada esportiva e foi mencionada anteriormente aqui no blog.

Os detalhes dessa história não são bem claros, mas ela foi um grande exemplo para a minha geração. Depois de todas histórias de superação por parte de uns e decepção por parte de outros, a via acabou não sendo escalada saindo do chão. Os escaladores se puxavam na corda até a primeira proteção para dali então começar a via, que dessa forma já era bem exigente e alcançava um alto nível de dificuldade. Quando comecei a tentar essa via, há alguns anos atrás, a possibilidade de fazer ela saindo do chão ao invés de puxar na corda até a primeira proteção já existia, mas era algo realmente dificil. Depois de muitas tentativas consegui sair do chão e chegar ao topo, concretizando o que seria a primeira cadena dessa via nos moldes que ela se encontra hoje - e que provavelmente será os moldes que as próximas gerações encontrarão...assim espero!

As escaladas no Campo Escola 2000, assim como todas as escaladas que fazemos independente do nível de dificuldade, proporcionam experiências e aprendizados que usamos na vida. Seja sobrevivendo num lugar hostil em grandes paredes, se desafiando em uma escalada esportiva extrema ou atravessando uma rua dentro da cidade, a vontade e a motivação de viver e sobreviver são as mesmas.


Por Bernardo Biê

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Episódio 6 e 7 "Montanhistas" Canal Off - Pedra do Elefante

De passagem pela Pedra do Elefante, estivemos no Abrigo do Elefante do escalador Ralf Cortês onde fomos experimentar as escaladas do local com o intuito de abrir um novo salto de B.A.S.E. jump. Empolgados com essa possibilidade que o Ralf sugeriu, um salto da Pedra do Elefante, fomos conhecer a região caminhando até a base da montanha. Aproveitamos para visualizar as linhas de escalada que dariam acesso ao ponto onde poderia surgir o salto, logo de cara vimos aquela coluna de cristal que serpenteava pela parede como que gritando para ser vista. Conversamos um pouco com o Ralf sobre a escolha da via, ele não demorou muito para perceber que fissuramos naquela coluna de cristal que depois viemos a saber que se chamava "Urutu". Ótimo nome por sinal, nada mais evidente do que o nome de uma serpente para aquilo que lembrava realmente uma serpente subindo pela montanha.

Bernardo Biê, Hugo Langel e Ralf Cortês escalando a via "Urutu" na Pedra do Elefante - foto: Seblen Mantovani / Canal Off

Logo cedo, seguimos para escalar a via "Urutu" e acessar o teto que fica depois da segunda enfiada da via para verificar as condições do possível salto que o Hugo e o Ralf visualizaram.

Quando chegamos na base da pedra fomos decidir quem seria o guia das enfiadas. Como nas outras escaladas tinha ficado com a maioria das enfiadas que queria guiar, dei ao Hugo a prioridade de escolher, sabendo que o que chamamos de "filé" (entende-se a melhor) seria a segunda enfiada - a tal coluna de cristal - sendo a primeira enfiada um acesso e a terceira enfiada aparentemente normal segundo aquilo que estamos acostumados a escalar, então a quarta enfiada o teto que é feito em artificial (técnica onde se sobe pelos equipamentos).

Como sempre, fominha toda vida, fiquei pertubando o Hugo para que eu fosse guiando a coluna de cristal da segunda enfiada e ele acabou cedendo, já que seu maior foco naquele momento era o salto. Foi uma boa estratégia para todos e a escalada foi alucinante para mim e para ele. O Hugo começou guiando a primeira, eu fiquei com a segunda e o Ralf mais uma vez deu aula de escalada na terceira enfiada. Depois de algumas horas estávamos na base do teto que caracteriza a quarta enfiada. Lá o vento não estava favorável, mesmo não sendo muito usual, deixamos os equipamentos de paraquedismo do Hugo na base do teto e fixamos as cordas para descer por elas e no dia seguinte subir sem precisar escalar até o ponto que paramos. E foi o que rolou, no dia seguinte lá estávamos jumareando pelas cordas fixas até a base do teto, onde escalei em artificial bem rápido para tentar acessar o ponto do salto e o Hugo chegar antes que o vento entrasse no vale. Tudo parecia perfeito, o vento não parecia tão forte e o Hugo estava super motivado para abrir aquele salto, mas não foi dessa vez, o vento não era forte mas segundo a avaliação do Hugo ele tinha uma direção muito perigosa podendo jogá-lo na pedra e como esse esporte não admite erros, Hugo decidiu deixar para uma próxima visita ao lugar a abertura dessa salto.

Descemos recolhendo as cordas fixas e todo o equipamento, resolvemos aproveitar o resto do dia experimentando os boulders e as escaladas esportivas do lugar com o Ralf e a Ana (esposa do Ralf). Quando chegamos ao local dos boulders, o casal estava tentando um boulder chamado "Seu vizinho". Bem técnico e difícil, só o Ralf conseguiu subir até o topo. Como a pele dos dedos já estavam bem desgastadas, resolvemos partir para conhecer uma via chamada "Tsá". Curta e grossa a via mais parecia um boulder de corda e ali acabamos de esforlar os dedos até sangrar. No fim do dia nos despedimos do Ralf, da Ana e do Abrigo do Elefante com a satisfação de escalar num dos melhores picos do Estado com um dos melhores e mais versáteis escaladores do Brasil, seguimos para a próxima aventura!

Por Bernardo Biê


sábado, 25 de agosto de 2012

Campeonato Brasileiro de Boulder e Slackline 2012

Campeonato Brasileiro de Boulder e Slackline 2012

Após o sucesso da 1ª Etapa realizada na Urca no Rio de Janeiro e a 2ª etapa realizada na cidade paulista São Bento do Sapucaí, chegou a hora de Belo Horizonte sediar a final do campeonato brasileiro de Boulder realizado pela Adrena Esporte e Aventura, em comemoração aos seus 10 anos de vida, que acontecerá nos dias 25 e 26 de agosto de 2012. O evento vai acontecer no cartão postal de Belo Horizonte a Praça do Papa. Pela primeira vez, na capital mineira, um campeonato de escalada será realizado em praça pública. A Praça do Papa fica no bairro Mangabeiras, situada ao pé da Serra do Curral, símbolo da capital mineira, a mais de 1.100m de altitude.

O Boulder é uma modalidade da escalada esportiva que é feita em pequenas paredes com uma altura não superior a 5 metros, que requer força e técnica para alcançar o topo. Caso o escalador não consiga atingir o topo e cair, colchões, mais conhecidos como Crash Pad, irão amortecer a sua queda.

A etapa final do campeonato Brasileiro de Boulder será realizada em paredes artificiais, que são construídas de madeira e estrutura metálica. A estrutura que será montada para a competição é a maior estrutura da modalidade já montada no Brasil. Os melhores atletas do país estarão disputando uma passagem aérea para o mundial de escalada que irá acontecer em Paris em setembro.

A disputa acontece na primeira fase em um grande festival, onde todas as categorias se interagem, em um ambiente de confraternização, possibilitando assim a troca de experiências e amizades. Após esta fase a principal categoria, a Master, irá dispustar entre os 6 melhores atletas masculino e feminino quem é o vencedor.  Ganha quem conseguir subir o maior número de linhas pré-determinadas, chamadas de boulders, sem cair e alcançar o topo.

Simultaneamente a competição de escalada, na Arena SlackLine os melhores atletas do Brasil da modalidade trickline vão travar batalhas na disputa pelo primeiro lugar do Campeonato Brasileiro de Slackline. A natureza dinâmica da fita permite com que acrobacias e manobras impressionantes sejam realizadas por quem se aventura em seus diversos e intensos balanços.  Esta modalidade da Slackline se chama Trickline.

Para estruturar o Campeonato Brasileiro de Slackline, são realizadas batalhas definidas através de sorteios. Em cada batalha o atleta tem 2 minutos regressivos para a execução de suas manobras e são avaliados pela limpeza, técnica, dificuldade e criatividade. Ao término da disputa, os árbitros se reúnem para decidir qual o atleta avança à próxima fase. Serão quatro categorias sub-15, Amador Masculino e Feminino e Master Masculino

Visando despertar o interesse de novos praticantes serão realizadas oficinas e workshops para iniciantes. Para o público divertir será disponibilizado gratuitamente um muro de escalada e slackline.

O evento irá trazer mais força para o cenário da escalada no Brasil. Minas Gerais é considerado por muitos o futuro do montanhismo brasileiro e Belo Horizonte fica no centro geográfico, no centro dos principais points, tornando um excelente ponto de apoio para quem deseja praticar a atividade. Além disso a capital mineira conta hoje com três ginásios de escalada indoor e diversas paredes de escalada em academias de ginástica. A cada ano o número de praticantes aumenta e com certeza a final do campeonato brasileiro de boulder sendo sediado em Belo Horizonte irá ajudar muito neste processo.

PROGRAMAÇÃO
Dia 25 de agosto (Sábado)
10:00 às 12:00 - Inscrições e entrega dos kits
13:00 às 17:00 - Festival de Boulder - categorias Amadoras, Infantil e Paraclimbing
13:00 às 20:00 - Batalhas Slackline das categorias Amadoras e eliminatórias Master
17:00 às 20:30 - Festival de Boulder Categorias IFSC
18:00 - Entrega de medalhas do Festival de Boulder categorias Amadoras, Infantil e Paraclimbing

Dia 26 de agosto (Domingo)
09:00 às 12:00 - Finais Slackline categoria Master
12:30 - Premiação Slackline
13:00 às 15:00 - Final Boulder Categoria Feminino Master
15:00 às 17:00 - Final Boulder Categoria Masculino Master
17:00 - Entrega de medalhas do campeonato de Boulder categorias Feminino Master e Masculino Master

PATROCÍNIO E REALIZAÇÃO: ADRENA ESPORTE E AVENTURA
CO-PATROCÍNIO: CONQUISTA, SOLO E EVOLV
APOIO: STERLING ROPE, BELO HORIZONTE, TOP PHYSIO, 4CLIMB, ELEPHANT, PÉ NA FITA, SOS SAPATILHA, BELÊ RESSOLA, CBME, AME, FEMEMG.
Facebook: Adrena Esporte e Aventura
Vídeos oficiais 1ª e 2ª etapa:
http://www.youtube.com/watch?v=SQ0eBz7mnM4&feature=results_video

Um exemplo a ser seguido!

REPRODUZIDO DO BLOG DA 4CLIMB!

Ontem foi divulgada, na página da Secretaria de Esporte de Brasília (GDF) no Facebook, a seguinte foto do atleta brasiliense Pedro Raphael recebendo das mãos do secretário-adjunto de Esporte de Brasília, Julio Ribeiro, a passagem aérea para o Campeonato Brasileiro de Boulder, que acontece amanhã em Belo Horizonte. A passagem foi bancada pelo “Compete Brasília”, um exemplar programa de incentivo ao esporte que deveria ser seguido por todos os governos no Brasil.



Iniciativas como esta devem sevir de exemplo não só para o governo, mas também para investidores e entusiastas do esporte, para que haja mais incentivos e investimetos tanto para a escalada, quanto pra quaisquer outras modalidades esportivas.

4climb Experimente essa VIBE!

sábado, 18 de agosto de 2012

Episódio 5 - Programa "Montanhistas" - Via "K2"

O programa exibido na última quarta feira apresentou uma das vias mais clássicas da Cidade Maravilhosa, num dos cartões postais mais conhecidos no país e no mundo: O Corcovado.

A via "K2" foi a escolhida para apresentar essa montanha incrível que abriga no topo a estátua do Cristo Redentor.

Traçado da via "K2" no Corcovado.

A "K2", ou "Paredão K2" como também é conhecido, é a via mais freqüentada da montanha. Diferente das demais, a via começa bem alta e ainda no primeiro esticão já é possível sentir e observar o vazio abaixo. Disposta na face leste da montanha o visual é exuberante de toda cidade, unido a isso a qualidade da escalda e as características dos lances, fazem dessa via uma das mais prazerosas.

O clima e o astral da equipe estava totalmente harmonioso nesse dia e, mais uma vez, a criatividade com a câmera nas mãos proporcionaram imagens belíssimas de ângulos bem diferentes e inusitados.

Decidimos por revezar as guiadas e dessa vez eu comecei guiando. Como levamos algumas proteções móveis resolvi não utilizar os grampos da primeira enfiada, o que trouxe um pouco mais de emoção durante os lances, já que o diedro inicial é protegido por peças pequenas. 

Hugo Langel e Bernardo Biê durante a escalada na via "K2" no Corcovado. Foto: Seblen Mantovani/Canal Off.

Hugo tocou a segunda enfiada, diferente da primeira, as agarras são menores e os lances mais delicados. Com maestria chegamos ao famoso lance do "palavrão" na minha vez de guiar. Apesar dos lances serem tranquilos não há proteção fixa nos primeiros metros, não é nada aconselhado cair ali, mas logo depois a via facilita bastante até chegar a um grande platô. Dali Hugo nos guiou até o cume num fim de tarde alucinante. Chegamos aos pés do menino Jesus nos últimos raios de sol, fomos abençoados com um majestoso pôr do sol e uma vista panorâmica da cidade do Rio de Janeiro, finalizando esse episódio com chave de ouro, diante da benção de Deus e da beleza natural do nosso país.



Por Bernardo Biê

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Episódio 4 - Programa "Montanhistas" Canal Off

Seguindo com a série de postagens sobre as escaladas que estão sendo exibidas no programa "Montanhistas" do Canal Off, o Morro do Cantagalo de frente para a Lagoa Rodrigo de Freitas é escalado pela via "Urbanóides".

Uma das vias mais clássica da Cidade do Rio de Janeiro, a via "Urbanóides", é apresentada sobre o conceito da escalada em paredes dentro de uma grande cidade. Alguns inevitáveis paralelos são observados entre as características de uma escalada de parede e as diversas interferências que ocorrem dentro desse contexto todo: a montanha, a altura, as belezas naturais, os barulhos e o caos urbano.

O Diretor e câmera Seblen Montovani capta de forma singular as nuâncias entre os elementos e os detalhes dessa escalada fantástica, com imagens realmente lindas de todos os ângulos do Rio. Uma verdadeira obra de arte!

Hugo Langel escalando a via "Urbanóides" no Morro do Cantagalo com a
Lagoa Rodrigo de Freitas ao fundo. Foto: Seblen Mantovani/Divulgação Canal Off
.

A escalada nessa via é muito interessante, apesar de curta ela oferece momentos em que o escalador pode praticar diferentes técnicas que a torna uma ótima opção de diversão garantida. Nenhum de nós tínhamos escalado essa via antes e isso foi muito motivante - sempre é motivante conhecer uma nova escalada, principalmente numa montanha que ainda não conhecemos. Uma pena que dessa vez não fizemos o cume, mas nem sempre isso importa tanto, desde que tenha satisfeito nosso ímpeto de subir pedra. Clima perfeito, escalada entre amigos, numa via clássica, são motivos de sobra para curtir qualquer aventura.

As reapresentações desse episódio estão disponíveis na grade de programação do Canal Off, que pode ser acessada através do site do canal. Entre, assita os vídeos, deixe sua crítica ou comentário, isso é importante para a divulgação do montanhismo no Brasil. Participe!

Esperamos que todos gostem!

Não percam os próximos episódios do programa "Montanhistas" no Canal Off, ainda tem muito por vir!

Por Bernardo Biê


"Montanhistas" por Montanhistas - Episódio 3


Um dos preferidos da maioria das pessoas, o terceiro episódio do programa "Montanhistas" trouxe em destaque as modalidades consideradas novas no montanhismo. Praticado constantemente em outros países, o Highline e o B.A.S.E. jump são atividades pouco praticadas no Brasil.

Nesse episódio foi mostrado o Highline da Pedra da Gávea de forma espetacular, com imagens aéreas de tirar o fôlego num dos cenários mais belos da cidade maravilhosa. Depois de montar o Highline com o próprio conquistador, Hugo Langel, que é um dos pioneiros da atividade no país, fiz questão de ser o primeiro a experimentar o brinquedo. Já tive a oportunidade de montar e andar outros highlines, inclusive com o Hugo, mas esse foi especial porque consegui atravessar nas primeiras tentativas. Depois de ouvir algumas dicas do Hugo sobre como "quebrar o gelo" e como se adaptar rapidamente a falta de referência espacial que o vazio abaixo e ao redor nos traz, comecei a dar alguns passos e logo senti a necessidade de descobrir como me comportar em caso de queda. Comecei a me distanciar do ponto de partida e senti que seria possível atravessar naquela primeira tentativa, porém ainda não desapegado do instinto de sobrevivência optei por cair propositalmente e então colocar em pratica os procedimentos de queda.

Bernardo Biê no Highline da Pedra da Gávea - foto: Divulgação Canal Off

Retornando ao ponto inicial da fita totalmente convicto e confiante de que nada mais poderia me deter, comecei novamente a andar em direção ao sucesso e só parei quando já não havia mais fita para andar. Foi emocionante chegar ao final tendo total controle dos sentimentos, pensamentos e principalmente do constante diálogo interno traçado entre a vontade de concluir e a necessidade de preservação do organismo em desistir. Depois que atravessei a primeira vez, o resto foi só diversão e já não queria mais sair da fita.

Em seguida, Hugo deu um show à parte mostrando toda sua experiência e habilidade conquistada em alguns anos de pratica, além da nítida intimidade com aquele highline em especial. As imagens falam por si!

Hugo Langel no Highline da Pedra da Gávea - foto: Divulgação Canal Off

O sol estava a pino e o calor era grande naquele momento. Apesar do desgaste e da desidratação, o maior desafio ainda estava por vir. Enquanto me exauria de andar no highline, Hugo se preparava para saltar da cabeça do imperador (como é conhecido o topo da Pedra da Gávea) com seu paraquédas e vestindo o traje conhecido como wingsuite (roupa com asas). Um salto espetacular e um vôo panorâmico com duração de aproximadamente 45 segundos em direção a praia de São Conrado, algo realmente extremo dentro das modalidades do montanhismo. E assim, a equipe do "Montanhistas" fechou com chave de ouro nossa expedição a essa montanha incrível, mística e majestosa.

Hugo Langel pronto para saltar da Pedra da Gávea - foto: Camila Salles

Inevitavelmente não poderia deixar de agradecer a participação da Adriana Moura e principalmente do nosso amigo Bernardo Cruz, o Nado, pela aula de perseverança e garra.

Já está disponível no site do Canal Off a chamada do próximo episódio na via Urbanóides, Morro do Cantagalo.

http://canaloff.globo.com/programas/montanhistas/videos/2070870.html



 Por Bernardo Biê




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Entrevista sobre a produção do programa "Montanhistas"

 Segue interessante entrevista cedida pela produção do programa Montanhistas do Canal Off para o Blog de Escalada. Vale a Pena!

Link para o Blog de Escalada

http://blogdescalada.com/exclusivo-entrevista-ciranda-filmes-produtora-do-programa-montahistas-do-canal-off/